Antonio Baylos participou de dois eventos promovidos pela AMATRA em 8/11


Ao cumprimentar o visitante e manifestar oficialmente às boas – vindas em nome dos magistrados da 4ª Região, o presidente da AMATRA IV, Marcos Fagundes Salomão, salientou a grande honra da Associação por ter a presença de Baylos em sua sede, referindo que ele é personalidade de incontestável relevância no cenário jurídico internacional. Salomão ainda frisou a atitude amiga e simpática de Baylos que, “de pronto”, aceitou o convite formulado pela entidade para as reuniões com os juízes do Trabalho do Rio Grande do Sul.

Em rápido pronunciamento, o jurista fez questão de salientar seu agradecimento pela hospitalidade com que foi recebido pelos membros da Associação, destacando ainda que a AMATRA IV é uma referência de entidade de juízes para ele.

Na data, o convidado também conheceu a estrutura oferecida pela sede administrativa da AMATRA IV aos associados. O encontro da manhã foi finalizado com a degustação de um típico churrasco gaúcho.



Palestra à tarde

No mesmo dia, às 17h, o jurista espanhol fez uma palestra no auditório Ruy Cirne Lima, numa promoção conjunta da AMATRA IV, Agetra e Escola Judicial. A Crise Global e as Relações de Trabalho - o Protagonismo dos Atores Políticos e dos Sujeitos Sociais foi o tema de sua manifestação. O diretor da AMATRA IV, Rubens Fernando Clamer dos Santos Júnior, representou a entidade na mesa de abertura do evento. Clamer falou que o Brasil tem cinco princípios básicos na sua Constituição: a soberania, a cidadania, a dignidade da pessoa humana, os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa, e o pluralismo político. Destes, segundo ele, ainda falta avançar muito no que se refere aos valores sociais do trabalho.

Segundo Baylos, a crise global tem gerado consequências não apenas no mercado financeiro pois as injeções de dinheiro público para socorrer estes mercados resultou no corte dos investimentos nas áreas sociais. O jurista defende a busca pelo desenvolvimento conciliando aspectos econômicos com sociais. Para ele, o Direito do Trabalho é marcadamente restrito às fronteiras dos estados nacionais, em oposição às mundiais tendências desregulatórias.

Todas essas mudanças promoveram a desintegração e a desarticulação da cadeia produtiva, acarretando a destruição de parte significativa da estrutura produtiva e do emprego. A reestruturação produtiva, passa ainda, por implicações espaciais quando ocorre a descentralização produtiva ou relocalização industrial em que as empresas passam a buscar lugares onde a mão de obra seja mais barata.


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