Ações marcarão o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo

O diagnóstico, geralmente, é feito igualmente por uma gama de profissionais, da qual se destacam neurologistas, pediatras, psicólogos e psiquiatras. Segundo a ASA, os sintomas são provocados por disfunções físicas no cérebro, detectadas pelos profissionais de saúde por meio de entrevistas ou testes com a criança.
No seu aclamado livro "Longe da Árvore", resultado de extensa pesquisa do escritor norte-americano Andrew Solomon sobre diversos grupos de filhos que não obedeceram ao ditado popular de que "o fruto não cai longe do pé", um capítulo é dedicado às pessoas com autismo. Nele, o escritor afirma que dentre a infinidade de sintomas que podem ou não aparecer nas pessoas com autismo, em diferentes graus, estão a falta ou atraso na fala; comunicação não-verbal deficiente; comportamentos repetitivos, como agitação dos braços e outros  movimentos auto-estimulantes; baixo contato visual; pouco interesse por amizades; sociabilidade ou empatia prejudicadas; capacidade de reciprocidade social reduzida; falta de brincadeiras espontâneas ou imaginativas e rigidez corporal.
Ainda segundo o pesquisador, crianças e adultos autistas podem pensar de forma extremamente concreta, com dificuldades para entender humor, ironia ou sarcasmo. Tendem a apresentar comportamentos obsessivos e estereotipados, autolesivos (como morder a mão ou bater a cabeça na parede, dentre outras agressões a si mesmos). Algumas pessoas com autismo, como observou Solomon, apresentam ecolalia, ou seja, a repetição de palavras ou frases sem que, aparentemente, saibam seus significados. Em outros casos, crianças e adultos autistas são profundamente afetados por cargas sensoriais ocasionadas, por exemplo, por lugares com muita gente, luzes oscilantes ou barulho.
Não há tratamento ou cura para a situação neurológica que causa o autismo. Crianças e adultos autistas necessitarão de atendimentos diferenciados e multidisciplinares, com graus diferentes de aplicação no que se refere a educação, a melhoria dos comportamentos e à saúde. Remédios e mudanças de estilo de vida podem ser utilizados para alívio de transtornos associados ao autismo, como ansiedade ou depressão.

Como procurar ajuda
No Rio Grande do Sul, existem diversas entidades que atuam na busca da melhoria de vida das pessoas com autismo, tanto nos aspectos de saúde, educação e comportamento, como na promoção de direitos e da inclusão social de crianças e adultos autistas.
No site do Instituto Autismo & Vida (http://www.autismoevida.org.br), é possível encontrar uma lista dessas instituições, no link "Rede Gaúcha Pró-Autismo". O próprio Instituto Autismo & Vida oferece diversas informações e promove iniciativas voltadas a pais, parentes e amigos de pessoas com autismo. O Instituto pode ser contatado pelo próprio site, além do telefone (51) 34140204 e pelo e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Fonte e imagem: Secom TRT-RS

Facebook

Rua Rafael Saadi, 127 | Bairro Menino Deus | Porto Alegre, RS | CEP: | Tel/Fax: (51) 3231-5759