AMATRA IV lança campanha em defesa da Justiça do Trabalho

Nesta segunda-feira, 11/2, a AMATRA IV lançou a campanha "JUSTIÇA DO TRABALHO. DIREITO DO BRASIL, DIREITO DA GENTE".

"Neste momento delicado e importante para nosso país, a AMATRA IV faz o lançamento desta mobilização", refere a presidente da entidade, juíza Carolina Gralha. "Acreditar na Justiça do Trabalho é dar voz à cidadania", afirma a dirigente da Associação. 

A campanha prevê a divulgação periódica de peças publicitárias voltadas à reflexão a respeito da importância da Justiça do Trabalho no Brasil e no mundo. 

Ato público em defesa da Justiça do Trabalho ocorreu em Uruguaiana


Uma ampla mobilização em defesa da Justiça do Trabalho foi organizada na cidade de Uruguaiana (RS) em 7/2.

Na data, entidades e sindicatos representativos de diversos setores marcaram presença na atividade que também foi contrária à reforma da Previdência.

Em pronunciamento durante o ato público, a juíza do Trabalho Laura Antunes de Souza destacou a importância da justiça trabalhista para a sociedade. Na manifestação, a magistrada referiu ainda que a existência da especializada não se baseia na geração de lucro e sim na imprescindível garantia de acesso dos trabalhadores aos seus direitos quando esses deixam de ser cumpridos.

A mobilização aconteceu em frente ao prédio da Justiça do Trabalho de Uruguaiana e contou com o apoio da AMATRA IV.

 

Mobilização em defesa da Justiça do Trabalho foi realizada em Caxias do Sul



Em 5/2, a cidade de Caxias do Sul (RS) foi palco de ato público em defesa da Justiça do Trabalho e da democracia. A AMATRA IV esteve entre as entidades que apoiaram a mobilização realizada em frente ao Foro Trabalhista do município. O evento contou com a presença de magistrados, servidores, advogados e público em geral, reunindo expressivo número de participantes.
Em sua manifestação aos presentes, o juiz do Trabalho Rafael da Silva Marques destacou, entre outros aspectos, os papéis fundamentais da Justiça do Trabalho e do Direito do Trabalho. Nesse sentido, o magistrado frisou que foram esses os primeiros a enxergar os "invisíveis", a recebê-los, dar-lhes voz e reconhecer as suas causas.  "O que vem primeiro, o trabalho ou o capital? Existe capital sem trabalho?" questionou o magistrado.
A atividade  também contou com o apoio da OAB Caxias, de centrais sindicais e da Associação Juízes para a Democracia - representada no ato pela juíza do Trabalho Ana Júlia Fazenda Nunes.
No término do evento houve a aprovação (de forma simbólica e unânime) de um manifesto à sociedade. No documento, entre outros pontos, é ressaltado que os argumentos definindo a legislação trabalhista no Brasil como antiquada, rígida e geradora de custos excessivos aos empregadores são utilizados desde a década de 1960 para promover a regressão de direitos.

Leia abaixo o texto na íntegra.

 

 Fotos: Denise Bampi

 

Lançamento do Fórum Institucional de Defesa da Justiça do Trabalho

A AMATRA IV é uma das entidades que integram o Fórum Institucional de Defesa da Justiça do Trabalho (Fidejust), lançado em cerimônia realizada na sede do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-RS). Entre as metas de atuação do Fórum estão a coordenação e o desenvolvimento da comunicação digital de todas as ações de valorização, fortalecimento e defesa da Justiça do Trabalho como ramo especializado do Poder Judiciário.


Confira a seguir o pronunciamento da presidente da AMATRA IV, juíza Carolina Gralha, feito durante a solenidade de lançamento, em 7/2. 

"Quando vejo tantas entidades, instituições, autoridades reunidas com um único propósito, eu penso:
A Justiça do Trabalho pulsa.
A Justiça do Trabalho vive por ser humana, por ouvir, por acolher, por distribuir justiça para quem está do lado da lei, por dar o direito para as pessoas prosseguirem por seus caminhos.
Aqui, nesta casa, com uma soma de esforços, entregamos um trabalho célere, eficaz, transparente e especializado. 
Com independência, solucionamos os conflitos do trabalho, combatemos tantas mazelas que existem no nosso país e condenamos quem sonega. Quem sonega direitos trabalhistas, contribuição previdenciária e imposto de renda. Condenamos quem não cumpre a lei.
Falam muito do custo da Justiça do Trabalho, mas não estão fazendo a pergunta correta. O que temos que questionar é: quanto custa a ausência da justiça?
Extinguir um ramo especializado e eficiente do Poder Judiciário para colocar todas as demandas - que permanecerão existindo - na já assoberbada justiça comum é provocar o caos e colocar aqueles que mais precisam em uma longa e demorada fila de espera. A quem interessa isso? 
Aliás, a nova reforma trabalhista vem a galope e com fortes discursos junto com a reforma da previdência, tentando nos fazer crer que os empregados de fato poderão optar pela carteira tradicional ou pela carteira verde amarela, sem direitos, mas com empregos.
É necessário reafirmar a importância da Justiça do Trabalho. É necessário termos este fórum que congrega dezenas de entidades dos mais diversos segmentos.  É necessário empreendedores, mas também é necessário trabalhadores valorizados e respeitados para mover este país. É necessário que não se coloquem nos trabalhadores e nem na Justiça do Trabalho os carimbos de problemas nacionais.
A magistratura do trabalho forte é sinônimo de cidadania respeitada.
Estaremos aqui contra o retrocesso, contra propostas que criam ainda mais desigualdade e ofendem a dignidade.
Justiça do Trabalho. Direito do Brasil. Direito da gente.
Muito obrigada".

Saiba mais
Com atuação no âmbito do Estado do Rio Grande do Sul, o Fidejust é formado por um conjunto de 24 entidades e instituições, entre elas, a AMATRA IV, TRT-RS, Ministério Público do Trabalho (MPT/RS), Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RS), Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal (Sintrajufe/RS) e Associação dos Peritos na Justiça do Trabalho do RS (Apejust/RS).

Fotos: Inácio do Canto (TRT-RS)

Leia mais em: https://www.trt4.jus.br/portais/trt4/modulos/noticias/211648
Acesse em: https://fidejust.com.br/

Defender a extinção da Justiça do Trabalho é defender o caos

"A Reforma Trabalhista veio com a promessa de que traria segurança jurídica e mais empregos. Porém, passado mais de um ano, não entregou nada disso." Leia a entrevista da presidente da AMATRA IV, juíza Carolina Gralha, concedida ao jornal O Informativo do Vale, de Lajeado (RS).

Confira a íntegra em : http://www.informativo.com.br/geral/defender-a-extincao-da-justica-do-trabalho-e-defender-o-caos,292198.jhtml

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