TJC: próximo Encontro Nacional acontecerá no Rio Grande do Sul

A AMATRA IV será a sede do Encontro Nacional do Programa Trabalho, Justiça e Cidadania em 2019. O futuro do trabalho digno e a importância da Justiça do Trabalho serão os temas centrais do evento que celebrará os 15 anos do TJC.

A tarde 22/11 foi dedicada aos relatos dos coordenadores regionais das Amatras na 13ª edição do Encontro Nacional do Programa Trabalho, Justiça e Cidadania (TJC), que neste ano, acontece em Recife (PE).
As doze Amatras participantes do evento levaram suas experiências e propostas para ações futuras em cada uma das associações regionais como mais planejamento para a pasta de Direitos Humanos em cada Amatra, possibilidade de levar o Programa TJC às universidades, sensibilizar mais colegas magistrados em função do tema, entre outros.
Ainda nesta quinta, os coordenadores nacional e regionais definiram o tema de atuação do Programa para o ano que vem. O debate de 2019 será em torno do futuro do trabalho digno e a importância da Justiça do Trabalho. O estado escolhido para receber a 14ª edição do Encontro Nacional do TJC, nos dias 28 e 29 de novembro, é o Rio Grande do Sul tendo a AMATRA 4 (RS) como candidata única e anfitriã do evento.

Fonte: Anamatra

Alunos da Fundação O Pão dos Pobres finalizam curso do Programa Trabalho, Justiça e Cidadania (TJC)

Vídeo, palestra, poesia e apresentação musical foram alguns dos meios utilizados pelos jovens no sentido de expressar o conteúdo aprendido durante as aulas. As atividades na instituição foram realizadas pela AMATRA IV em parceria com o Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região.

Foi realizado em 19/11 o evento de encerramento do curso do Programa Trabalho, Justiça e Cidadania (TJC) oferecido aos alunos da Fundação O Pão dos Pobres. Os jovens fizeram apresentações em que expuseram suas reflexões a respeito dos assuntos tratados ao longo do curso. Foram produzidos um vídeo sobre uma relação abusiva entre empregador e empregado e sua solução na Justiça do Trabalho, uma poesia sobre a realidade do trabalhador brasileiro mais pobre, uma apresentação musical/teatral sobre assédio sexual e uma pequena palestra sobre realidade aumentada e sua relação com o mercado de trabalho.
A juíza do Trabalho Aline Doral Stefani Fagundes, coordenadora do Programa no Rio Grande do Sul, destacou a importância do evento para a conclusão das atividades. “Este é o grande momento do nosso trabalho. Esta é a oportunidade que temos de mostrar para esta grande Instituição que é O Pão dos Pobres o que significa a experiência do Programa Trabalho, Justiça e Cidadania. Através do trabalho de vocês nós tivemos uma porta aberta”, avalia a magistrada.
O Programa Trabalho, Justiça e Cidadania é uma iniciativa da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) por meio da qual magistrados, membros do Ministério Público, advogados, professores de Direito e servidores do Judiciário semeiam noções básicas de direitos fundamentais, Direito do Trabalho, Direito da Criança e do Adolescente, Direito do Consumidor, Direito Penal, Ética e Cidadania em escolas, especialmente as públicas, de diversos estados e municípios. No Rio Grande do Sul, o Programa é posto em prática pela Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 4ª Região (Amatra IV) em parceria com o TRT-RS e outras entidades da sociedade civil.
A presidente da Amatra IV, juíza Carolina Gralha, enalteceu o empenho dos jovens ao longo do curso. “Esse trabalho não começou ontem. O trabalho de vocês mostra quanto vale a pena investir nesse seguimento. Ver o retorno de vocês engrandece nosso papel, nosso trabalho, e também a nós como pessoas, podem ter certeza de que aprendemos muito com vocês”, avalia. A magistrada aproveitou para homenagear os professores na pessoa de professor Paulo Peres, designado pel’O Pão dos Pobres para acompanhar as atividades do Programa. “Não existe Programa Trabalho, Justiça e Cidadania sem professor, como o nosso país, nossa nação, o nosso futuro não existe sem um professor. Parabéns, professor Paulo!”

Fonte: Texto de Érico Ramos, fotos de Inácio do Canto - Secom/TRT-RS

https://www.trt4.jus.br/portais/trt4/modulos/noticias/199369?fbclid=IwAR0xwitSaU3EBSn-1lETSbJOkw_hVr-SaFYibiX0yPOhfKOjU3ognlWPTlU

 

Prêmio Anamatra de Direitos Humanos tem vencedor indicado pela AMATRA IV

Na noite de 18/9, no Centro Cultural Justiça Federal, no Rio de Janeiro, ocorreu a entrega do Prêmio Anamatra de Direitos Humanos. Durante a cerimônia, o jovem Maxwell Pereira dos Santos recebeu seu troféu pela conquista do 1º lugar na categoria Trabalho, Justiça e Cidadania (TJC). “Quebrando as Correntes”, vencedor rap de sua autoria, foi inscrito pela AMATRA IV no prêmio da entidade nacional. A Associação esteve representada na solenidade pela presidente Carolina Hostyn Gralha e pela Coordenadora do TJC, juíza Aline Fagundes. Os diretores da AMATRA Gabriela Lenz de Lacerda (que também integra a Comissão de Direitos Humanos da Anamatra) e Márcio Lima do Amaral (membro da Comissão do TJC da Anamatra) e o juiz do Trabalho Renato Barros Fagundes estiveram presentes na ocasião. A presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-RS), desembargadora Vania Cunha Mattos, também acompanhou a entrega do prêmio.

"E, naquele dia ensolarado, com aquele nada despretensioso rap, Maxwell nos ensinou. Nos ensinou sobre racismo, sobre trabalho escravo e sobre trabalho infantil. Ensinou sobre a resistência pela música, sobre quebrar correntes. Falou de um lugar que nós não ocupamos e que justamente por isso tanto nos ensina (...)". Leia a seguir texto da diretora da AMATRA IV, juíza Gabriela Lacerda de Lacerda. No depoimento, ela faz uma bela narrativa do TJC e suas vivências.

"Era final de 2016. O local: Escola Japão. A cena, um tanto inusitada: meu querido amigo Tiago Mallmann vestido de Papai Noel em um dos dias mais quentes do ano fazendo a alegria da criançada na cerimônia de encerramento do programa Trabalho, Justiça e Cidadania - TJC. 2016 não foi um ano fácil para nós, juízes e juízas do trabalho. E é por isso que perceber o empenho da Aline Borges na frente da coordenação do projeto (que vem somado a uma já pesada rotina de trabalho) me enche de orgulho. E acompanhada por inúmeros outros colegas (cito, com a certeza que cometerei a gafe de esquecer alguém, Marcela, Sheila, Marina, Márcio, Carol, Vânia, Luciana), lá estava ela acumulando a função de juíza com ajudante do Papai Noel.
O TJC é um projeto que leva juízes e juízas do trabalho até a escola. Conheci logo que eu entrei na carreira, ainda em Campinas, porque me pareceu interessante a ideia de ir nas escolas ensinar um pouco sobre Direito do Trabalho. Da minha arrogância intelectual (de recém nomeada no concurso), não sabia, contudo, que ao tocar uma realidade social que eu não conhecia não existia a figura do aluno e do professor. Estava eu, ali, aprendendo (e provavelmente mais do que eles).
E, naquele dia ensolarado, com aquele nada despretensioso rap, Maxwell nos ensinou. Nos ensinou sobre racismo, sobre trabalho escravo e sobre trabalho infantil. Ensinou sobre a resistência pela música, sobre quebrar correntes. Falou de um lugar que nós não ocupamos e que justamente por isso tanto nos ensina. Porque o que ele diz não está nos livros. Mas está no mundo lá fora, que é tocado pelo Direito, pelas nossas decisões, que não raro desconsideram a realidade material. Maxwell ensinou, mas também aprendeu. Aprendeu que encontrar uma amiga pelo caminho, como a Aline Fagundes, com o olhar sensível de perceber um grande talento, um potencial vencedor, pode fazer a diferença. Especialmente se essa amiga além de tudo tem um filho (igualmente jovem, estudante) com olhos sensíveis para ecoar toda a potência daquele rap.
Dessa mistura toda de gente bacana, com um imenso coração, saiu o prêmio de Direitos Humanos da Anamatra de ontem! Parabéns pessoal! Parabéns Amatra IV! E salve Maxwell, tenho certeza que foi o primeiro de muitos"!

 

Assista ao clipe de "Quebrando as Correntes" em: https://youtu.be/yxgnM0o_KsU

Alunos se conscientizam contra trabalho infantil

A juíza do trabalho de São Sebastião do Caí, Aline Stefani Fagundes, viu de perto os resultados do desenvolvimento do projeto Trabalho, Justiça e Cidadania, da Associação dos Magistrados do Rio Grande do Sul, na Escola Municipal Alencastro Guimarães. A iniciativa mobilizou ao longo do ano letivo 41 crianças das turmas de terceiro ano do Ensino Fundamental, que apresentaram para a magistrada ontem, dia 12, um pouco do que aprenderam sobre os riscos do trabalho infantil.
Segundo as professoras Maria Luísa Flores Juchem e Rosangela Aparecida Gatt, que trabalharam o projeto junto aos alunos, a proposta foi trazida pela própria juíza. “Ela nos apresentou a proposta, que foi aceita de pronto. Então a magistrada fez quatro oficinas na escola entre junho e setembro e trabalhamos a importância de uma infância sem trabalho no dia a dia das aulas. As crianças foram muito receptivas e se mostraram conscientes de que devem estar na escola e serem de fato crianças em casa”, afirmou Maria Luísa.
Durante o projeto os alunos confeccionaram trabalhos e ensaiaram músicas e poesias alusivas ao combate ao trabalho infantil. “Temos uma população no bairro em vulnerabilidade social e por isso esse projeto se faz ainda mais importante”, completou Rosangela. Na visita da juíza, os alunos apresentaram uma música, uma poesia e um trabalho manual em forma de carteira de trabalho, com a mensagem “Criança não trabalha – Criança dá trabalho.”

 
Fonte: Prefeitura Municipal de São Sebastião do Caí
Data: 13/11/2018

Espaço de dignidade receberá ações do TJC

A AMATRA IV desenvolverá atividades do Programa Trabalho, Justiça e Cidadania (TJC) na Fundação O Pão dos Pobres no mês de setembro. Nesse sentido, diversos magistrados estiveram na sede da instituição, localizada na capital gaúcha, em 27/8. O objetivo desse primeiro encontro foi capacitar os magistrados para as aulas do TJC e conhecer de perto a realidade do Centro de Estudos Profissionalizantes (CEP) da Fundação. Nele, estudam mais de 600 jovens e pessoas portadoras de deficiência que estão em situação de vulnerabilidade e de violação de direitos.

As boas-vindas foram dadas pelo gerente socieducativo da Fundação, João Rocha. Em sua fala, ele abordou a importância do trabalho feito pela instituição - que vai além do ensino e se torna um espaço de proteção e de promoção de cidadania. Além disso, Rocha salientou a relevância da iniciativa da AMATRA que permitirá o convívio desses jovens com juízes sem ser numa perspectiva de punição ou enquadramento. Na sequência, profissionais atuantes no Pão dos Pobres nas áreas de assistência social e pedagogia também fizeram exposições.
Entre outras informações, foram enumerados os 10 cursos promovidos pela instituição, como os de desenvolvedor de web, serralheria e marcenaria. Ainda houve a apresentação do perfil de vulnerabilidade e de extrema pobreza dos assistidos e salientada a efetividade do programa jovem aprendiz nos quesitos reintegração dos jovens à escola e reconstrução de vínculos familiares. Além disso, foi mencionado que 70% dos adolescentes integrantes do Centro são os únicos membros da família que têm a Carteira de Trabalho assinada.
A AMATRA IV esteve representada na reunião pela presidente Carolina Hostyn Gralha e a Coordenadora do TJC, juíza Aline Fagundes. A presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-RS), desembargadora Vania Mattos, também marcou presença na atividade. Desde já, a Associação agradece a todos os magistrados que integraram a reunião e que irão ministrar aulas no mês de setembro. Os direitos e deveres do trabalhador, salário, jornada, tipos de contratos e saúde e segurança no trabalho serão alguns dos temas abordados nos encontros.

Outras informações em:
http://www.paodospobres.org.br/site/trabalho/centro-de-educacao-profissional/
http://www.paodospobres.org.br/site/

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